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Setembro 2016
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n. 8


querido santo antonio
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Casa del Pellegrino

Editorial

A canonização de Madre Teresa de Calcutá é um dos sinais mais significativos do Ano Jubilar da Misericórdia e, certamente, a grande resposta da Igreja aos problemas que continuam a afligir o mundo, como a fome e a doença, a injustiça e a opressão.

Vai e faz, também tu, o mesmo

Frei Severino

Quando o doutor da Lei perguntou a Jesus o que se deve fazer para alcançar a vida, Jesus foi muito direto: ama a Deus e ama o teu próximo, com pequenos (grandes) gestos concretos.

Madre Teresa, no percurso da sua vida, teve um encontro semelhante ao do samaritano que descia de Jerusalém para Jericó: cruzou-se com os pobres dos mais pobres, abandonados pelas ruas de Calcutá. Ficou “tocada” na sensibilidade do seu coração, a exemplo do samaritano do evangelho, e pôs-se a curar as feridas daqueles irmãos infelizes.
Não ficou a analisar o problema, a aprofundar causas e a propor soluções, simplesmente abriu as portas do seu coração e arregaçou as mangas.  O seu exemplo foi contagiante e, para além de levantar uma enorme vaga de solidariedade, constituiu uma grande interpelação para as consciências das pessoas.
Os grandes e os ricos deste mundo ficaram envergonhados diante deste gigante da misericórdia, exatamente como afirma o cântico do magnificat, enquanto os humildes e os pequenos ficaram cheios de alegria.
A canonização de Madre Teresa é um cântico de alegria e corresponde ao desejo do Papa Francisco, que quer uma Igreja, não de “burocratas e de diligentes funcionários, mas de missionários apaixonados, devorados pelo ardor de levar a todos a consoladora palavra de Jesus e a sua graça”, que é vida para os pobres e para os pecadores.

A Igreja, a exemplo de Jesus, não quer apresentar-se como juiz das pessoas ou como ponto de referência de doutrinas económicas e sociais, mas ela própria “arregaça as mangas e suja as mãos”, para transmitir o que recebeu do Seu Mestre.
Se o próprio Jesus, para salvar o mundo, escolheu o caminho da pobreza e da pequenez, então significa que a salvação do mundo é fruto de muitos pequenos gestos de amor e de solidariedade, como afirma o nosso colaborador, Juan Ambrosio, neste número:
O que constrói o mundo e sustenta a vida são esses gestos de amor gratuito e essa dinâmica do dom que procura fazer o bem ao outro por causa de ser bem para o outro.

Afirma S. Bernardo:
Além de si mesmo, o amor não exige motivo nem fruto. Seu fruto é o próprio ato de amar. Amo porque amo, amo para amar. Grande coisa é o amor, contanto que vá ao seu princípio, volte à sua origem, mergulhe em sua fonte, sempre beba donde corre sem cessar.


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