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Março 2010
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n. 3


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Igreja a Caminho

Património

Azulejos “novos” convidam a visita

Igreja de Santo António dos Olivais (Coimbra)

R. Lima (*)

Pormenor dos trabalhos de restauro dos azulejos
Pormenor dos trabalhos de restauro dos azulejos
As obras de restauro e conservação dos azulejos da Igreja de Santo António dos Olivais estão concluídas. Após os trabalhos, orçados em cerca de 100 mil euros, o templo merece uma visita atenta.

 

Em alguns dos painéis foi possível restaurar o vidrado dos azulejos, fazendo regressar o  brilho original. Noutros casos, porém, devido ao adiantado estado de deterioração, foi necessário colocar réplicas, que se diferenciam pela tonalidade ligeiramente diferente – uma opção deliberada, para respeitar a originalidade da grande maioria dos azulejos.

A intervenção, que contou com a colaboração da Direcção Regional de Cultura do Centro, decorreu ao longo de sete meses, sob responsabilidade da paróquia. Os trabalhos respeitaram as recomendações da Unesco.

Na nave da igreja, os painéis - da primeira metade do século XVIII – regressaram à beleza original. Do lado direito, o sermão de Santo António aos peixes, o milagre do pé decepado, o encontro com S. Francisco e a morte de Santo António. Do lado esquerdo, a pregação de Santo António sentado na nogueira, o padroeiro a livrar o pai da forca, a tomada do hábito franciscano e o milagre da Eucaristia.

Foram seis as áreas intervencionadas: o cruzeiro, o escadório, a entrada da antiga Tutoria (zonas exteriores), a sacristia, a capela de Santo António e o interior da igreja. Durante a intervenção, o templo esteve sempre aberto ao culto.

Numa visita aos trabalhos, em meados de Dezembro, o padre José Eduardo Reis Coutinho, especialista em Arte Sacra e responsável pelo Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Coimbra, destacou a importância histórica e artística da azulejaria presente na Igreja de Santo António dos Olivais, referindo que os painéis ali representados são importantíssimos, porque fornecem «dados humanos, culturais, económicos e sociais da época».

«Ao contrário de muitas igrejas, em que os painéis servem de ornamentos, estes são registos de fé que servem de interpelação», já que fornecem «catequese e informação».

Também por isso, no final dos trabalhos, a paróquia e a empresa “Signinum” (que realizou as obras de restauro e conservação) promoveram acções de sensibilização destinadas aos mais pequeninos, visando mostrar-lhes «como é importante preservar o património».

Dando largas à imaginação, de avental e luvas colocadas, num dos desafios com azulejos hispano-árabes, os artistas de palmo e meio, pincelada a pincelada, reproduziram figuras abstractas, árvores, flores e muito outros desenhos coloridos. Noutro espaço, fizeram réplicas de azulejos antigos, passando o desenho para o azulejo através da chamada “boneca de carvão” em papel vegetal. Se num lado era um mundo de cores à disposição da pequenada, no outro reinava o azul.

O objectivo era claro: «fazer passar a mensagem de que é preciso olhar com atenção para o património para que as gerações vindouras também possam usufruir dele», afirmou Ana Ferreira, da “Signinum”.

A empreitada previa a substituição de cerca de 700 azulejos. O caderno de encargos esteve a cargo da Direcção Regional de Cultura do Centro que, apesar de não apoiar financeiramente o projecto, acompanhou e fiscalizou as obras, tal como a diocese de Coimbra.

A paróquia, que assumiu a totalidade do investimento, aguarda o prometido apoio da Câmara Municipal de Coimbra bem como a continuação do apoio dos fiéis, para conseguir juntar o valor necessário.

 

(*) com Miguel Cotrim (“Correio de Coimbra”)



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